Si7 no violão: como destravar o acorde e acelerar as trocas

February 05,2015

Quem está começando no violão costuma travar no Si7. Ele exige coordenação fina, pede alcance do mindinho na primeira corda e ainda cobra atenção para não deixar a sexta corda soar. A boa notícia: com alguns ajustes de postura e um plano de treino curto, o acorde deixa de ser um obstáculo e vira aliado nas viradas de blues e em progressões em Mi maior.

Antes de tudo, um detalhe de linguagem que confunde muita gente. Na notação internacional, Si é representado por B7. Guarde isso para evitar tropeços quando buscar diagramas ou cifras estrangeiras.

Posição base que funciona

A forma aberta clássica usa:

  • Dedo médio na 5ª corda, 2º traste.
  • Dedo indicador na 4ª corda, 1º traste.
  • Dedo anelar na 3ª corda, 2º traste.
  • Mindinho na 1ª corda, 2º traste.
  • 2ª corda solta; 6ª corda abafada com a ponta do médio (ou simplesmente não toque a sexta no ritmo).

Dois truques de ergonomia fazem toda a diferença:

  • Polegar centrado e um pouco mais baixo atrás do braço, criando “gâncho” para o mindinho alcancar a 1ª corda sem dobrar o punho em excesso.
  • Curva de dedos em “cupêlo”: pontas firmes e falanges em arco, para evitar matar a 2ª corda solta.

Visualmente, este diagrama ajuda a memorizar a arquitetura do acorde:

Diagrama do acorde Si7

Trocas rápidas: como ganhar velocidade sem correr

Em canções de blues em Mi, as trocas mais comuns são Mi maior → Si7 e Lá maior → Si7. Use o conceito de dedo pivô: um dedo que sai por último e entra primeiro, guiando a mão.

Transição Pivô Dica de movimento
Mi maior → Si7 Dedo médio (fica na 5ª, 2º traste) Deslize sutil o indicador da 3ª para a 4ª corda enquanto o anelar reposiciona na 3ª; mindinho pousa por último.
Lá maior → Si7 Indicador (referência do 1º traste) Levante a forma de Lá em bloco e aterrise com indicador primeiro na 4ª corda, criando o eixo; médio e anelar caem quase juntos.

Pratique as trocas em três camadas: 1) posicione sem tocar, apenas encostando levemente e conferindo a silhueta; 2) toque uma vez por compasso com metrônomo lento (50–60 bpm), focando no sincronismo das mãos; 3) aumente para duas batidas por compasso, mantendo clareza de cada corda.

Ritmo e mão direita: faça o acorde soar como música

Com a forma na mão, o som vem do ritmo. Para um shuffle clássico:

  • Pulse em colcheias com balanço (1-três, 2-três…).
  • Acentue levemente os tempos 2 e 4.
  • Abafe com a palma (palm mute) nas cordas mais graves para dar “andar” à base.

Uma prática guiada simples pode ser feita com qualquer backing track. Use o esqueleto 12-compassos em Mi: quatro de Mi maior, dois de Lá, dois de Mi, um de Si7, um de Lá, um de Mi e um de Si7 para a virada. Toque leve, grave limpo, e deixe a 2ª corda brilhar no acorde-alvo.

Erros comuns e correções imediatas

  • Chiado na 2ª corda: revise a curvatura do indicador; evite encostar na 2ª corda ao pressionar a 4ª.
  • Mindinho fraco na 1ª corda: aproxime o polegar do centro do braço e traga o cotovelo um pouco para frente. Treine marteladas (hammer-ons) na 1ª corda, 2º traste, por 60 segundos.
  • 6ª corda soando: abafe com a carne do médio ou ajuste o padrão de batida para evitar a sexta.

Plano de 10 minutos por dia

  1. Respiração + postura (30s): pulse o ombro, solte o punho, posicione polegar.
  2. Formato silencioso (2 min): 10 repetições de montagem do acorde sem som, mirando precisão das pontas.
  3. Troca Mi → Si7 (3 min): metrônomo a 55 bpm, 1 toque por compasso, suba a 65 bpm quando acertar 8 ciclos limpos.
  4. Troca Lá → Si7 (2 min): mesmo processo, observando o pivô.
  5. Ritmo (2 min): shuffle leve em 12-compassos, foco na dinâmica e abafamentos.

Variações úteis para o dia a dia

  • Triade na parte aguda (x x 4 4 4 x): prática para solos rítmicos sem grave embolando.
  • Versão com pestana em 2º traste (forma de Lá7 deslocada): boa para trocar com outros acordes na mesma região.
  • Substituição breve por Si9 (x 2 1 2 2 2): abre o som em baladas sem perder a função harmônica.

Resumo prático: organize a mão com polegar baixo, defina um dedo pivô para cada troca e treine o ritmo com intenção. Em poucos dias, o que parecia um labirinto vira uma escada simples até a próxima música.

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